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O início do ensino do Ballet em Cuba se deu com a criação em 30 de junho de 1931 da ESCUELA DE BALLET DE LA SOCIEDAD DE PRO ARTE MUSICAL. Do trabalho desenvolvido por essa escola saíram todos aqueles que foram pedra fundamental para o desenvolvimento da Dança em Cuba. A trilogia, Alicia, Fernando e Alberto Alonso para o Ballet Cubano e Luis Trapaga e Ramiro Guerra para a Dança Moderna de Cuba.

Esta Escola teve duas fases de direção, sendo a primeira de Yavorsky- Milenoff, e a segunda com a direção de Alberto Alonso.

Para conseguir alcançar os objetivos propostos, foi necessário em junho de 1950 criar a Academia de Ballet Alicia Alonso, instituição que teve um papel fundamental para o desenvolvimento do Ballet em Cuba, criando o Método da Escola Cubana de Ballet.

Em 1961 a Academia de Ballet Alicia Alonso dissolveu-se, deixando seu legado para a Escola Nacional de Artes. Esta escola passou a ser um centro multi-formador de artes em 1962, dando um novo passo para a formação de artistas.

A primeira especialidade criada foi o Ballet Clássico, sob a direção de Fernando Alonso. Em 1966, entrou em prática a divisão entre ensino fundamental e médio, graduando seus alunos em nível profissional.

Em 1982, o trabalho profundo realizado no aperfeiçoamento ao ensino do Ballet, com a coordenação da Maitre Ramona de Saá, definiu-se a cientificidade e o nível técnico metodológico dos planos de estudo.

Quando dizemos ESCOLA, definimos desde o ponto de vista estilístico e técnico, quanto a forma do bailarino mover-se e expressar-se. Cada ESCOLA tem seu METODO, que é o modo de se comunicar e trabalhar com ordem e procedimento segundo suas características.

Todo METODO tem sua metodologia que é a forma especifica de dosificar e caracterizar cada movimento do ballet acadêmico.

Quando temos bem definido este termo, podemos nomear as diferentes ESCOLAS como a escola Russa com o método Vaganova, a escola Francesa representada pelo ballet da Opera de Paris, a Inglesa pelo Royal Ballet, a Italiana com seu método Chequetti a Americana com o estilo Balanchinni do New York Ballet, e ESCOLA CUBANA DE BALLET, tão bem representada pelo Ballet Nacional e Cuba.

Cada uma dessas escola tem bem definido o seu método, a forma de ensina-lo e o resultado final que é demonstrado no palco com uma técnica e estilo determinado.

Para falarmos sobre a Escola Cubana de Ballet, temos que abordar alguns aspectos desde seu início quando começou a ser conhecida internacionalmente.

A trilogia do Maestro FERNANDO ALONSO, a técnica consagrada da bailarina ALICIA ALONSO, e a capacidade do coreografo ALBERTO ALONSO, foi o elemento fundamental para o sucesso onde se identificou e se consagrou o BAILARINO CUBANO, e o valor da ESCOLA CUBANA DE BALLET.

FERNANDO ALONSO com sua visão e capacidade cientifica focado nos programas de ensino, preparou gerações de maestro, convertendo-os em precursores e representantes dessa Escola.

Foi em 1964 no concurso de Varna na Bulgária o mais antigo do mundo, é que a ESCOLA CUBANA DE BALLET ganhou reconhecimento através do trabalho das chamadas “Joias da Dança”, Mirtha Pla, Josefina Mendes, Aurora Bosch e Loipa Araujo, concretizando o nome de uma nova escola: A ESCOLA CUBANA DE BALLET.

A partir daí podemos identificar algumas características muito próprias desta Escola:

  • Posição dos braços ovaladas
  • Máxima colocação do en dehors pernas e pés
  • Pernas muito esticadas
  • A rapidez das pernas nas baterias
  • A estrutura das aulas de Ballet, onde o professor com a base metodológica e os programas de estudo é criador e coreografo de sua classe.
  • O trabalho especial de comunicação entre os pares (pas de deux)
  • O ataque ao dançar com dinâmica e ritmo, caracterizando nossa cultura
  • A bailarina é muito flexível, rítmica, graciosa com um “turn-out” natural
  • O bailarino tem um desenvolvimento muscular e força unido a uma grande técnica de giros e saltos, fazendo-os virtuosos e viris.

 

E é assim que se consolida a ESCOLA CUBANA DE BALLET deixando bem evidente que por traz desse trabalho existe um embasamento cientifico e bem codificado colocando-a entre as melhores escolas de ensino do ballet clássico.

Atualmente com a capacidade da Maestra Ramona de Saá, diretora da ENBC, fiel seguidora de todos os pressupostos históricos e formadora dos maiores bailarinos da atualidade, reformulou-se o novo programa reforçando sua qualidade técnica e aprimorando suas características para as exigências dos dias de hoje.

 

Para se ensinar o ballet de forma verdadeira, precisamos conservar o sentimento de insatisfação e o prazer, desprezando o conformismo, repetindo de novo e cada vez mais com maior responsabilidade o que ensinamos, procurando melhorar a cada dia. Não parar de estudar, e nunca terminar uma classe sem a atitude de avançar sobre os nossos objetivos, deixando de lado a falsa consciência do dever cumprido. O conjunto de atitudes coerentes e ideológicas, além de uma excelente metodologia, é o que nos torna um bom professor e forma uma boa escola.”

Paula Castro

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